Município poderá ser contemplado com aproximadamente 165 quilômetros de malha ferroviária, atraindo investimentos, geração de empregos e novas oportunidades econômicas.
Niquelândia News/Gilmar Alves
Niquelândia poderá viver uma das maiores transformações econômicas de sua história com a possível implantação de um trecho da Ferrovia de Integração Oeste-Leste (FIOL) no município. A informação foi anunciada pelo prefeito Eduardo Moreira (MDB) durante sua participação no 13º episódio do GIL Cast, quando revelou que participaria, no dia 3 de agosto, de uma importante reunião em Brasília para conhecer os detalhes do projeto.
A expectativa se confirmou. Dias depois, durante seu programa semanal de rádio, o prefeito trouxe novidades sobre o encontro realizado na sede da Infra S.A. — antiga Valec, empresa pública responsável pelo planejamento da infraestrutura ferroviária nacional.
A reunião contou com uma comitiva formada por representantes de diversos segmentos da sociedade niquelandense, além das presenças dos deputados Lineu Olímpio (MDB) e José Nelto (União Brasil).

Segundo Eduardo Moreira, a informação recebida durante a reunião representa uma verdadeira “virada de chave” para o município.
“Eu, como prefeito, recebi essa notícia com muita alegria e quero compartilhar essa esperança com todos os niquelandenses. Essa ferrovia poderá cortar todo o município de Niquelândia, em um trecho de aproximadamente 165 a 168 quilômetros. É uma oportunidade histórica para nossa cidade”, afirmou.
O prefeito explicou que, assim que tomou conhecimento do projeto, mobilizou lideranças políticas para buscar informações oficiais junto ao Governo Federal.

Também participaram da reunião representantes da Anglo American, da Jalles Machado, da Assim, vereadores, representantes do Sindicato Rural, do Sindicato dos Trabalhadores e outras entidades ligadas ao desenvolvimento regional.
Ferrovia pode gerar empregos e atrair grandes investimentos
Durante a entrevista, Eduardo destacou que a chegada da ferrovia poderá impulsionar diversos setores da economia local.
Segundo ele, além da geração de milhares de empregos durante a construção, a obra deverá aumentar a arrecadação de impostos, atrair novas empresas e fortalecer o turismo.
Outro ponto destacado foi a possibilidade de instalação de um porto seco e de centros de distribuição, aproveitando a posição estratégica de Niquelândia no centro do país.
“Será investimento dentro do município, aumento da arrecadação, novas empresas, usinas, polos de distribuição e muito desenvolvimento. Vamos preparar Niquelândia para aproveitar essa oportunidade.”

O prefeito ressaltou ainda que empresas internacionais poderão ser convidadas a investir na cidade antes mesmo da conclusão da ferrovia.
Licitação poderá ocorrer em cerca de um ano e meio
De acordo com as informações apresentadas pela Infra S.A., a concessão da ferrovia deverá ser licitada em aproximadamente um ano e meio.
Como a execução ficará sob responsabilidade da iniciativa privada, a expectativa é que as obras avancem com maior rapidez.
Segundo Eduardo Moreira, a previsão apresentada durante a reunião é que o empreendimento possa ser concluído em um prazo entre cinco e dez anos, dependendo do cronograma da concessionária vencedora.
O prefeito também destacou a dimensão financeira do projeto.
“Cada quilômetro de ferrovia custa, em média, cerca de R$ 18 milhões. Estamos falando de mais de 165 quilômetros passando dentro do município. É um investimento gigantesco que pode mudar a realidade econômica de Niquelândia.”
Ao final da entrevista, Eduardo afirmou que a cidade volta a sonhar com um novo ciclo de crescimento.
“Agora vamos nos preparar para receber essa ferrovia. Vamos mostrar nosso potencial para grandes empresas e, daqui a alguns anos, teremos muito orgulho de dizer que Niquelândia voltou a ocupar o lugar de destaque que merece.”
Saiba mais sobre a FIOL
A Ferrovia de Integração Oeste-Leste (FIOL) é um dos principais projetos ferroviários em desenvolvimento no Brasil.
Com aproximadamente 1.530 quilômetros de extensão, a ferrovia ligará o futuro Porto Sul, em Ilhéus (BA), até Figueirópolis (TO), onde fará conexão com a Ferrovia Norte-Sul, ampliando a integração logística nacional e permitindo o escoamento de cargas para diferentes regiões do país.
Entre os principais objetivos da FIOL estão:
- Integrar a malha ferroviária brasileira;
- Reduzir os custos de transporte de cargas;
- Fortalecer a logística nacional;
- Incentivar novos investimentos industriais e agropecuários;
- Promover maior competitividade econômica.
Trecho em estudo
Atualmente, encontra-se em fase de estudos o trecho conhecido como FIOL 3, desenvolvido pela Espelcon.

O segmento ligará Correntina (BA) a Mara Rosa (GO), fazendo conexão com a Ferrovia de Integração Centro-Oeste (FICO) e, posteriormente, com a Ferrovia Norte-Sul.
Caso o traçado seja confirmado conforme apresentado durante a reunião na Infra S.A., Niquelândia será um dos municípios diretamente beneficiados, com cerca de 165 quilômetros de ferrovia cruzando seu território, abrindo perspectivas para a instalação de centros logísticos, empreendimentos industriais, aumento da arrecadação e geração de emprego e renda para toda a região.










