Ação integrada reúne Polícia Militar, Polícia Penal e Prefeitura; comandante afirma que não haverá tolerância a tentativas de domínio territorial
Niquelândia News/Gilmar Alves
A Polícia Militar de Niquelândia deflagrou, na manhã desta segunda-feira (9), a Operação Tolerância Zero contra o Crime Organizado, com o objetivo de combater ações criminosas relacionadas à pichação de símbolos e siglas de facções, prática utilizada para intimidação da população e demarcação ilegal de território.
A operação é conduzida de forma integrada pela 11ª Companhia Independente da Polícia Militar, pela Companhia de Policiamento Especializado (CPE), com apoio da Polícia Penal de Niquelândia e da Prefeitura Municipal, que forneceu os materiais necessários para a execução dos trabalhos.
Durante a ação, as equipes atuam na remoção imediata das pichações, intensificação do policiamento ostensivo, levantamento de informações e reforço da presença policial nos bairros, reafirmando a autoridade do Estado e a preservação da ordem pública.
A Polícia Penal participa da operação com a cessão de reeducandos, que auxiliam na pintura dos locais pichados, enquanto a Prefeitura Municipal disponibiliza tintas e equipamentos.

Entrevista coletiva
Em entrevista coletiva, concedida na sede da 11ª Companhia Independente, o major Lira, comandante da Polícia Militar de Niquelândia e da CPE, destacou que a operação terá caráter contínuo e não se limitará a ações pontuais.
“Essa é a Operação Tolerância Zero contra o Crime Organizado aqui em Niquelândia. Trata-se de uma operação integrada entre a Polícia Militar, a Polícia Penal e a Prefeitura Municipal, com a finalidade de apagar todas as inscrições feitas por facções criminosas, que têm como objetivo demarcar território e tentar atemorizar a sociedade”, afirmou o comandante.
Segundo o major, todas as pichações existentes serão removidas, e qualquer pessoa flagrada realizando esse tipo de ação será responsabilizada criminalmente.
“A partir de hoje, toda pessoa que for pega praticando essas pichações vai responder por organização criminosa, apologia ao crime e crime ambiental. Não vamos admitir esse tipo de afronta em Niquelândia”, reforçou.
O comandante explicou ainda que as ações começaram por áreas mais críticas, como o muro do cemitério municipal, que apresentava grande quantidade de pichações, e se estenderão para todos os bairros da cidade.
“A operação só vai terminar quando todas as pichações forem retiradas da cidade”, destacou.
Inteligência e repressão
Questionado sobre a atuação das facções, o major Lira afirmou que a Polícia Militar possui levantamento de inteligência sobre os envolvidos.
“Por mais que eles achem que estão agindo de forma escondida, nós sabemos quem são, quem está preso, quem está solto e quem tenta comandar esse tipo de ação em Niquelândia. Se houver afronta à Polícia Militar, haverá resposta firme e dentro da lei”, declarou.
Ao comparar a situação de Niquelândia com a cidade de Uruaçu, onde também atua pelo CPE, o comandante explicou que as pichações são mais recorrentes em Niquelândia, enquanto o tráfico de drogas apresenta níveis semelhantes nas duas cidades, ambos sob combate constante.
Tolerância zero e reforço no efetivo
O major Lira ressaltou que sua gestão adota a política de tolerância zero, baseada no combate a pequenos delitos para evitar o avanço da criminalidade, citando a chamada “teoria das janelas quebradas”.
Ele também anunciou que, após o Carnaval, o município contará com o reforço de 11 novos policiais militares, além do aumento diário da presença da CPE na cidade.
Compromisso com a segurança
A Polícia Militar reforça que não tolerará qualquer tentativa de domínio territorial por organizações criminosas, mantendo ações permanentes para garantir a segurança, a tranquilidade e o bem-estar da população de Niquelândia.

A Operação Tolerância Zero seguirá em andamento até que todas as pichações sejam eliminadas do município.
A PMGO reafirma seu compromisso constitucional de proteger vidas e assegurar o cumprimento da lei.
*Com informações da Polícia Militar – Colaboração do repórter Odair José.









